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obras

O Homem que Não Sabia Jogar

Joga-se com dados, com cartas, com bolas, com ideias... Joga-se de muitas maneiras. Todos jogamos. O que muda? O adversário, o instrumento, o espaço, o tempo. A vida é jogo. Isso já disse Heráclito: "a vida é um jovem que joga". O jogo começa com o espanto. Também isso é grego. Do espanto surgem as obras de Platão e de Aristóteles, de Homero e de Sófocles, de Píndaro e de Aristófanes. Quando nos espantamos, as coisas toram-se estranhas. È aí que começamos a falar, a competir, a escrever. O alpinista que desafia as alturas não sabe o que vai acontecer. Pode acontecer até a morte. O alpinista joga. Aposta a vida. Quem lança a primeira palavra no papel sente-se como o alpinista. Aconteça o que acontecer, quem passa do ponto final sai modificado. O pedaço da vida consumido em escrever e pensar poderia ter sido empregado em outra coisa. Melhor ou pior? Esta é a dúvida – da vida e do jogo. Os que resolveram detonar a bomba atômica provocaram pânico. Isso ainda é jogo? Joga-se quando se aniquila o adversáio? Drummond viveu na carne a chaga aberta no Oriente. Examinou o pânico que envenenou nossas vidas. Onde estamos? No pânico ou no espanto? Quem sabe, cercados de máquinas, vivemos na pane. Os últimos avanços apagam os limites entre máquina e corpo. Recebemos no nascimento uma casa que pode ser desmontada. E isso nos inquieta. Espera-se que os jogadores sabem ganhar ou perder com dignidade. Todos entramos no jogo. Nem todos sabem sair. "O homem que não sabia jogar", misturando reflexão e ficção, nos leva a pensar nos complicados movimentos do mundo em que vivemos.

Primeira edição em 1998

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